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terça-feira, 21 de julho de 2015

PALAVRA DE DEUS: O CHAMADO E O ENVIO



A teologia investiga a natureza da vocação do cristão. Inspirados em Aparecida,
nos perguntamos: como pode o crente percorrer o caminho que vai do lugar
concreto em que vive até a meta de uma vida plena em Jesus Cristo? Aparecida
nos responde que a mediação pedagógica para percorrer esse caminho é o “discipulado
missionário”. Em outras palavras, se um crente, homem ou mulher, quer
percorrer o caminho, deve tornar-se um discípulo missionário de Jesus Cristo.

Encontramos a pedagogia dessa transformação na Escola do Mestre Jesus.
É ele quem chama, diferentemente dos demais rabinos que eram seguidos pelos
seus ouvintes: “Não fostes vós que me escolhestes, fui eu quem vos escolhi” (Jo
15,16). Este é o ENCONTRO PESSOAL mais importante dos apóstolos, que produz
uma identificação, uma vinculação tão estreita com ele, que chega a converter-
se na fonte da vida, porque só ele tem palavras de “vida eterna” (Cf. Jo 6,68),
(Cf. DA 131).

O segundo passo é a CONVERSÃO PESSOAL, que deve ser renovada todos
os dias e vivida na comunhão da Igreja. Eles não foram convocados para algo
(purificar-se, aprender a lei...), mas por alguém; são chamados para vincular-se
intimamente à sua pessoa (Cf. Mc 1,17; 2,14). Jesus os elegeu para ficarem com
ele e para os enviar a anunciar a Boa Nova (Mc 3,14), para o seguirem com a finalidade
de ser “dele”, fazer parte “dos seus” e participar da sua missão (Cf. DA 131).

PARA FAZERMOS UMA COMUNIDADE COM ELE. Esta é a comunhão com o
Mestre que cada ser humano chamado deve fazer. Compartilham com ele a mesa:
a comum e a Pascal (Cf. Mc 2,15 ss; 14,22-25); ensina-lhes a se comunicar com
o Pai (Cf. Mc 9,2-8), mostra-lhes na prática que o amor mútuo é o esteio da comunidade
cristã (Cf. Jo 15,12); prepara-os para trabalhar na e com a comunidade
e a responder às suas necessidades concretas, físicas e espirituais (Mc 6,30-44;
8,1-9). Nos tempos que vivemos hoje é absolutamente indispensável o encontro
íntimo com Jesus na vida da comunidade. É impossível pensar um caminho como
discípulos sem uma vida em comunhão. O documento de Aparecida afirma que
existe a tentação de nos comprometermos em buscas espirituais individualistas ou
sermos cristãos sem Igreja.

PARA SERMOS SEUS DISCÍPULOS. “Vinde e vede” (Jo 1,39). Aqui está o
coração da natureza do cristão, que consiste em reconhecer a presença de Jesus
Cristo e o seguir. Esta foi a experiência dos primeiros discípulos que encontraram
Jesus; ficaram fascinados e cheios de assombro diante da excepcionalidade de
quem lhes falava, da maneira como os tratava, e que correspondia à fome e sede
de vida que havia em seus corações.

O discípulo experimenta que a conexão íntima com Jesus no grupo dos seus
é participação da vida que sai das entranhas do Pai; formar-se para assumir seu
próprio estilo de vida e motivações (Cf. Lc 6, 40 b), correr seu próprio risco e assumir
a sua missão de fazer novas todas as coisas (Cf. DA 131).

O próprio Cristo nos dá o método: “Vinde e vede” (Jo 1,39). “Eu sou o Caminho,
a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Com ele e com seu estilo desenvolvemos as potencialidades
inerentes às pessoas e formamos discípulos missionários (Cf. DA 276).

 E IR EM MISSÃO: na missiologia anterior se colocavam na balança os textos
em que Jesus ordenava claramente ir à missão e os textos que indicavam a proibição
da mesma. Ainda mais, havia a pergunta: “Por que era necessário ir além
das margens do Mar da Galileia, se Jesus não foi além delas?” Como os apóstolos
superaram uma derrota tão grande como foi a morte do Mestre e se lançaram para
uma missão tão bem sucedida? Para responder ao questionamento, nos deparamos
com dois elementos que se conjugam mutuamente e nos servem de chave
para a busca e a aplicação do mesmo “modelo missionário”: 1) uma experiência
vital da fé - encontro com o Ressuscitado; 2) uma docilidade à ação do Espírito
Santo - práxis missionária.

A experiência de fé é o ponto de partida: “Assim como tu me enviaste ao mundo,
eu também os enviei” (Jo 17,18 e Cf. 20,21). Palavras ouvidas à luz de Cristo
ressuscitado e que ecoaram no coração dos discípulos, que as converteram em
um bem-sucedido projeto missionário. A força do Ressuscitado é maior do que
qualquer ameaça, dúvida ou temor, e maior do que a morte sofrida pelo Mestre.
As promessas do Evangelho de Marcos: “Primeiro é necessário que a Boa Nova
seja anunciada a todas as nações” (Mc 13,10) e “Em verdade eu vos digo: onde for
anunciado o Evangelho, no mundo inteiro, será mencionado também, em sua memória,
o que ela fez” (Mc 14,9), mais a proclamação universal de um “Evangelho
eterno” (Ap 14,6-7), trazida por um anjo, colocam nos lábios de Jesus um Evangelho
que perpassa do céu até o final dos tempos, mensagem que os apóstolos
relêem, consagrando-se a uma missão terrestre sem precedentes.

A segunda característica é a docilidade ao Espírito Santo. A práxis missionária
que levou os discípulos de Jerusalém a Roma (missão continental) só foi possível
graças à liderança do Espírito Santo; a declaração referente ao banquete do
Reino de Lucas: “Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac,
Jacó, junto com todos os profetas, no Reino de Deus, enquanto vós mesmos
sereis lançados fora. Virão muitos do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e
tomarão lugar à mesa no Reino de Deus” (Lc 13,28-29), prepara a parábola dos
convidados e, por meio dela, a evocação da missão: “Saí depressa pelas praças e
ruas da cidade... para que minha casa fique cheia” (Lc 14,21-23).

Finalmente, é importante que se diga que ser Discípulo Missionário em Aparecida
se apresenta como elemento constitutivo da fé e a meta mais importante da
vocação do cristão, absolutamente necessária e básica para o seguimento consciente
do Mestre. As vocações subsequentes (ministérios) terão consistência na
medida em que estiverem firmemente enraizadas como discípulos missionários.


Bento XVI recordava, na inauguração da Conferência de Aparecida, a união
íntima entre discipulado e missão: “O discípulo, fundamentado assim na rocha
da Palavra de Deus, sente-se motivado a levar a Boa Nova da salvação a seus
irmãos. Discipulado e missão são como as duas faces da mesma moeda: quando
o discípulo está apaixonado por Cristo, não pode deixar de anunciar ao mundo que
só ele nos salva (Cf. At 4,12). De fato, o discípulo sabe que sem Cristo não há luz,
não há esperança, não há amor, não há futuro” (DA 146).

Fonte: INSTRUMENTO DE PARTICIPAÇÃO: CAM 4 - Comla 9

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O ARDOR MISSIONÁRIO



Para Jesus Cristo, a missão nasce do amor. Quando, após a Ressurreição, o Divino Salvador envia os discípulos para anunciar a Boa Nova da Paz, manifesta a sua vontade de que todos conheçam e coloquem em prática os seus ensinamentos.
Sua intenção é de dar ao mundo condições de uma Vida nova, que prepare a plenitude da vida eterna e feliz. Diante de um mundo mergulhado na desigualdade social, na violência, na rivalidade e na desordem de valores, Jesus traz a todos sua mensagem de perdão dos pecados, de reconciliação e partilha fraterna.

A proclamação do Evangelho é para Deus o caminho de uma conversão nas atitudes pessoais e no relacionamento entre grupos, povos, nações. A ação de Deus é pedagógica. Educa-nos para o respeito, estima e amor gratuito e introduz, assim, no coração humano, um dinamismo de reconciliação, concórdia e paz.

Cabe aos discípulos de Jesus discernir os “sinais dos tempos” e perceber onde são chamados a atuar pelo testemunho e pela palavra. Na atual conjuntura torna-se necessário iluminar com o Evangelho o valor da vida humana, desde o primeiro momento de sua concepção até seu termo natural. A dignidade de cada pessoa, à luz do amor a Deus, precisa ser cada vez mais defendida e promovida numa sociedade que continua gerando milhões de excluídos sociais.

Todos os cristãos, mas especialmente os líderes, são chamados a refletir sobre a especial missão que lhes compete. Quando a vida humana é colocada em constante risco por agressões, seqüestros, ações exorbitantes de poderio militar, atos covardes de terrorismo contra inocentes, aumento da miséria e pesquisas científicas sem critério ético, temos o dever de reafirmar a dignidade e inviolabilidade da vida humana, dom de Deus.

Em nosso País há algo de característico em relação à missão evangelizadora. Somos uma nação iluminada pela revelação cristã e com séculos de vivência católica. Temos, assim, a sedimentação histórica dos valores evangélicos da família, da convivência fraterna, do respeito ao pluralismo, da integração da etnia e nacionalidade, da capacidade de perdão e outras marcas da mensagem de Cristo. Frente às demais nações, somos chamados a manifestar nossa fé e anunciar a outros grupos sociais a beleza e a força transformadora do Evangelho.

A missão de evangelizar é, assim, fruto do zelo em oferecer a outros os ensinamentos de Jesus. O zelo missionário é a expressão de nossa vontade de fazer o bem aos que ainda não conhecem a beleza insuperável da misericórdia e do perdão de Jesus Cristo.

É a hora de muitos jovens assumirem a alegria da missão nos ambientes em que vivem, difundindo a Boa Nova de justiça e de concórdia. Unamos nossas preces para que Deus abençoe ainda mais a generosidade de nossos jovens. Nossa Mãe e Senhora os anime e ajude. Possam, com entusiasmo, alegria e coragem levar a muitos outros povos a beleza incomparável do Evangelho.

Dom Luciano Mendes de Almeida


terça-feira, 26 de maio de 2015

Missão Ad Gentes



A missão aos povos sempre foi, é e sempre será a grande tarefa da Igreja, assumida por suas comunidades às vezes com certa resistência. Repetidas vezes se tenta minimizar, postergar ou até depreciar esse desafio, com a desculpa‐urgência que a missão está aqui no nosso meio, ou que a missão passou a ser outra coisa. Acabar com a missão ad gentes é acabar com a graça da missão. Assim como a palavra “missão”, também a palavra “míssil” vem da mesma raiz “missio”, que quer dizer “envio”. O míssil não é feito para ficar parado. Da mesma forma a Igreja também não é feita para ficar apenas constituída em suas instituições, em seus assentos e em suas estruturas: ela foi criada para pegar fogo e se lançar ao mundo. Essa é sua natureza!

Talvez o receio de invadir o espaço do outro, de importunar as culturas, de promover sem
querer uma conquista espiritual com as melhores das intenções, nos leve a um preconceito e a uma relutância contra essa perspectiva. Os traumas e as cicatrizes do passado contam de profundas feridas na alma dos nossos povos. É uma história que não gostaríamos de repetir sem mais nem menos.

É fundamental, como dissemos, ter discernimento, atitude penitencial e aprender a prestar
atenção às assimetrias criadas por sensos de superioridade e aproximações voluntaristas. Por outro lado, o Pe. Comblin nos convida também a essa interessante reflexão:
“A irredutibilidade das culturas tende a desanimar toda tentativa missionária. Em certos
casos, ela levou a propor certas posições pastorais que são válidas até certo ponto e de modo muito relativo. Assim a evangelização do semelhante pelo semelhante. O evangelho tende a mostrar que, muito pelo contrário, a evangelização radical é obra do estrangeiro. 

Uma mensagem comunicada pelo semelhante ao semelhante reduz‐se facilmente a um puro monólogo. O interlocutor ouve‐se a si mesmo e encontra prazer e satisfação na palavra, porque ele se ouve e se reconhece. Com essas condições não há evangelização possível. Pois esta vem da parte de fora e exige que o sujeito se abra a uma novidade e esteja disposto a romper os seus hábitos mentais e vivenciais. Jesus foi um estrangeiro, e todos os missionáriostambém aparecem como estrangeiros. Não procuram ocultar essa condição. Jesus não quis atenuá‐la no caso dos seus discípulos: não os mandou para os seus semelhantes e sim para todas as nações do mundo cuja cultura lhes era completamente alheia”.

E continua: “Crer na missão é também crer que há em todas as pessoas uma abertura fundamental, uma capacidade de recepção de mensagens situadas além da cultura, um apelo virtual a uma luz própria. Crer na missão é crer que a pessoa não fica presa dentro da sua cultura, isto é, dentro de uma personalidade autônoma e fechada”.25

Que o Espírito do Senhor nos ensine sempre a crer firmemente na missão, a não viver uma fé introvertida e intimista, e nos abra continuamente as portas para sair de nós mesmos, de
nossas comunidades e movimentos, de nossas paróquias e de nossas dioceses. “Para nos
converter e uma Igreja cheia de ímpeto e audácia evangelizadora, temos que ser de novo
evangelizados” (cf. DAp 549) no encontro com os povos, com os outros, com os pobres, além de toda fronteiras, como discípulos missionários comprometidos com a transformação do Brasil para um mundo melhor.

Pe. Estêvão Raschietti, sx

domingo, 24 de maio de 2015

PENTECOSTES



O que é Pentecostes?

Era para os judeus uma festa de grande alegria, pois era a festa das colheitas. Ação de graças pela colheita do trigo. Vinha gente de toda a parte: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada festa das sete semanas por ser celebrada sete semanas depois da festa da páscoa, no qüinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "qüinquagésimo dia".

No primeiro pentecostes, depois da morte de Jesus, cinqüenta dias depois da páscoa, o Espírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino.

Quem é o Espírito Santo?

O prometido por Jesus: "...ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).

Espírito que procede do Pai e do Filho: "quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho..." (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai. 
                                               
A Solenidade do Pentecostes

No dia de Pentecostes o Espírito Santo desceu com poder sobre os Apóstolos; teve assim início a missão da Igreja no mundo. O próprio Jesus tinha preparado os Onze para esta missão aparecendo-lhes várias vezes depois da sua ressurreição (cf. Act 1, 3). Antes da ascensão ao Céu, ordenou que "não se afastassem de Jerusalém, mas que aguardassem que se cumprisse a promessa do Pai" (cf. Act 1, 4-5); isto é, pediu que permanecessem juntos para se prepararem para receber o dom do Espírito Santo. E eles reuniram-se em oração com Maria no Cenáculo à espera do acontecimento prometido (cf. Act 1,14).

Permanecer juntos foi a condição exigida por Jesus para receber o dom do Espírito Santo; pressuposto da sua concórdia foi uma oração prolongada. Desta forma, encontramos delineada uma formidável lição para cada comunidade cristã. Por vezes pensa-se que a eficiência missionária dependa principalmente de uma programação atenta e da sucessiva inteligente realização mediante um empenho concreto.

Sem dúvida, o Senhor pede a nossa colaboração, mas antes de qualquer resposta nossa é necessária a sua iniciativa: é o seu Espírito o verdadeiro protagonista da Igreja. As raízes do nosso ser e do nosso agir estão no silêncio sábio e providente de Deus.

As imagens que São Lucas usa para indicar o irromper do Espírito Santo o vento e o fogo recordam o Sinai, onde Deus se tinha revelado ao povo de Israel e lhe tinha concedido a sua aliança (cf. Êx 19, 3ss). A festa do Sinai, que Israel celebrava cinquenta dias depois da Páscoa, era a festa do Pacto. Falando de línguas de fogo (cf. Act 2, 3), São Lucas quer representar o Pentecostes como um novo Sinai, como a festa do novo Pacto, na qual a Aliança com Israel se alarga a todos os povos da Terra. A Igreja é católica e missionária desde a sua origem. A universalidade da salvação é significativamente evidenciada pelo elenco das numerosas etnias a que pertencem todos os que ouvem o primeiro anúncio dos Apóstolos (cf. Act 2, 9-11).

O Povo de Deus, que tinha encontrado no Sinai a sua primeira configuração, hoje é ampliado a ponto de não conhecer qualquer fronteira de raça, cultura, espaço ou tempo. Diferentemente do que tinha acontecido com a torre de Babel (cf. Jo 11, 1-9), quando os homens, intencionados a construir com as suas mãos um caminho para o céu, tinham acabado por destruir a sua própria capacidade de se compreenderem reciprocamente. No Pentecostes o Espírito, com o dom das línguas, mostra que a sua presença une e transforma a confusão em comunhão. O orgulho e o egoísmo do homem geram sempre divisões, erguem muros de indiferença, de ódio e de violência.

O Espírito Santo, ao contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da comunicação autêntica entre a Terra e o Céu. O Espírito Santo é Amor.

Mas como entrar no mistério do Espírito Santo, como compreender o segredo do Amor? A página evangélica conduz-nos hoje ao Cenáculo onde, tendo terminado a última Ceia, um sentido de desorientação entristece os Apóstolos. A razão é que as palavras de Jesus suscitam interrogativos preocupantes: Ele fala do ódio do mundo para com Ele e para com os seus, fala de uma sua misteriosa partida e há muitas outras coisas ainda para dizer, mas no momento os Apóstolos não são capazes de carrregar o seu peso (cf. Jo 16, 12). Para os confortar explica o significado do seu afastamento: irá mas voltará; entretanto não os abandonará, não os deixará órfãos.

Enviará o Consolador, o Espírito do Pai, e será o Espírito que dará a conhecer que a obra de Cristo é obra de amor: amor d'Ele que se ofereceu, amor do Pai que o concedeu.

É este o mistério do Pentecostes: o Espírito Santo ilumina o espírito humano e, revelando Cristo crucificado e ressuscitado, indica o caminho para se tornar mais semelhantes a Ele, isto é, ser "expressão e instrumento do amor que d'Ele promana" (Deus caritas est 33).

Reunida com Maria, como na sua origem, a Igreja hoje reza: "Veni Sancte Spiritus! Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor!".

Amém.


  

sábado, 23 de maio de 2015

ORAÇÃO MISSIONÁRIA




Senhor ajuda-me a fazer, com grande entusiasmo, tudo o que Jesus pede a seus discípulos. Proteja sempre todas as pessoas que consagraram sua vida para o anúncio da Boa Nova nos cinco continentes e todos os seus habitantes.
África, que tem acolhido tão bem a mensagem do Evangelho, que seja sempre motivo de esperança.
Que as Américas encontrem formas apropriadas para anunciar o Evangelho às suas diferentes raças.  A Europa, em comunhão com o Papa, assuma novamente sua responsabilidade de evangelização no mundo.                                 
Que na Oceania haja sempre dialogo e respeito entre os cristãos e não-cristãos. 
Ásia, berço de muitas religiões, que possa se render ao Seu amor e a Sua misericórdia.
Com Teu exemplo, arraste a todos e a todas que querem abraçar a missão de Jesus.
Que eu possa viver e realizar aquela ternura e fraternidade que Jesus semeou quando esteve entre nós.


AMÉM!