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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

MISSÃO... “EM SAÍDA” - Pe. Lalim Urbinatti




“Além-fronteiras”: Destruir os “muros” dos particularismos, sair de si mesmo, sair da “zona” de conforto, ou até mesmo, sair do marasmo religioso camuflado de perfeições. O desconforto da saída traz o conforto espiritual da dimensão recíproca da missão: Levar e trazer consigo a experiência de Deus que envia: “Senhor, até os demônios se nos submetem em teu nome!” (Lc 10,17).

Como disse o Santo Padre, Papa Francisco, “ Evangelização obedece ao mandato missionário de Jesus: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (Mt 28, 19s). O Papa continua dizendo que na Palavra de Deus aparece constantemente o dinamismo de “saída” que Deus quer provocar nos crentes. Por isso mesmo deseja e exorta uma Igreja “em saída”. (EG)
Desde sempre Deus “incomoda” alguém tirando-o do seu lugar para uma missão específica. Assim também, Jesus, como enviado do Pai “Não tem onde reclinar a cabeça” (Lc 9,58). Por isso disse Ele, “assim como meu Pai me enviou assim também eu vos envio”, incomodando seus discípulos: “Ide...”.

Hoje, ainda, o Espírito Santo não deixa de “incomodar” sua Igreja, suscitando pessoas e tempos oportunos para indicar a necessidade de “sair”... Diz ainda o Santo Padre que “cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas somos todos convidados a aceitar esse chamado: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho... A alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade de discípulos, é uma alegria missionária... Essa alegria é um sinal de que o Evangelho foi anunciado e está a frutificar... Mas tem sempre a dinâmica do êxodo e do dom, de sair de si mesmo, de caminhar e de semear sempre de novo, sempre mais além. O Senhor diz: “Vamos para outra parte, para as aldeias vizinhas, a fim de pregar aí, pois foi para isso que Eu vim” (Mc 1,38), (EG).

O tempo urge. O Espírito Santo se encarrega de criar essa “tensão” no “coração” da Igreja para que ela não esteja voltada unicamente para sua dimensão institucional. A missão, da mesma forma que é a natureza essencial da Igreja, é parte essencial do meu ser como batizado. “Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo. É preciso consideramo-nos como que marcados a fogo por esta missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar” (EG).

“Sai da tua terra e vai...” Para onde?? Antes de sair, onde estou??



Pe. Lalim é pároco da paróquia São Joaquim, em São Joaquim da Barra,
e assessor do COMIDI.


segunda-feira, 25 de maio de 2015

A Igreja em Permanente Missão



Vocação dos primeiros discípulos: “Segui-me e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4, 19).
Eles, deixando imediatamente as redes, o seguiram.

Exigências da vocação apostólica: “Mestre, eu te seguirei para onde quer que vás”. Jesus respondeu: “As raposas têm tocas e as aves do céu, ninhos; mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.” Outro lhe disse “Senhor, permite-me primeiro enterrar meu pai.” Mas Jesus lhes respondeu: ”Segue-me deixa que os mortos enterrem seus mortos”. (Mt 8, 19)

Recompensa: Pedro “Eis que deixamos tudo e te seguiremos, o que é que vamos receber?”. (Mt 19, 27)
 Primeiro - Sentarão nos tronos para julgar.
Segundo - Cem vezes mais e a vida eterna.

A iniciativa da vocação missionária é obra do Espírito Santo que tem a prerrogativa de iniciar missão evangelizadora.

“É o Espírito Santo que impele a ir sempre mais além, não só no sentido geográfico, mas também ultrapassando as barreiras étnicas e religiosas” (João Paulo II).

É o Espírito Santo que receita e cultiva a vida, impulsionando à missão até os confins do mundo.
Enquanto não aparece o Espírito Santo, á situarão é de insegurança e medo. Portanto inconstante, ou de momentos extremos, rejam eles de empolgação, diante do sucesso, ou decepção diante do fracasso.
Enquanto Jesus esta no sepulcro, a desilusão, o medo. E agora...? Jesus diz: ”A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou eu também vos envio.” Sopro sobre eles e disse: ”Recebei o Espírito Santo”.

A partir dessa historia, a missão de Cristo e do Espírito Santo, passa a ser a missão da Igreja: “Como o Pai me enviou, eu também vos envio, como ovelhas entre lobos”.

Igreja = Dinâmica em movimento... é o projeto de Deus = movimento
(Jesus Cristo) Historia
·         Abraão =
·         Hebreus =
·         Projetos =
·         Jesus Cristo = Perseguição
·         Igreja = Mártires, apóstolos, pentecostes.

O mandamento missionário:
849 – “Enviado por Deus as nações para ser o “sacramento universal da salvação”, a Igreja, em junção das exigências intimas, de sua própria catolicidade e obediência a ordem de seu fundador, esforça-se para anunciar o evangelho a todos os homens”.

“Ide, portanto, e farei que todos os povos se tornem discípulos batizando-os em nome do Pai, do Filho do Espírito e ensinando-os a observar tudo quanto vos ordenei!”

Pe. Lalim Urbinatti

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A MISSÃO!





A missão vem do PAI: “O Pai que está no céu não quer que se perca um só destes pequeninos” (Mt 18,24). É Ele o dono da messe, o proprietário da vinha que envia seus servos a trabalhar e recolher os frutos. Para isso Ele precisa de muitos operários.

A missão vem do FILHO: “Deus amou de tal maneira o mundo que lhe deu seu filho único para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). Jesus apresenta-se como o missionário do Pai. A Ele o Pai deu “todo o poder”.

A missão vem do ESPÍRITO SANTO: “Recebereis a força do Espírito Santo e sereis minhas testemunhas até os confins do mundo” (At 1,8). Sem o Espírito Santo a obra missionária do homem não vale nada. É o Espírito Santo que distribui os carismas para a utilidade de todos e inspira a vocação missionária.

A função da Igreja, através de todos os batizados, é realizar a missão de Jesus: ser mediadora, ser fiel, encarnada na realidade, doar-se completamente, até o martírio... A Igreja deve pregar a boa nova a todos os homens!

Missão é paixão! Cristo quer cristãos apaixonados por Ele, pelo seu Reino, pelos esquecidos do mundo inteiro... Assim como Paulo, Francisco Xavier, Teresinha, Madre Teresa de Calcutá, inúmeros missionários dos cinco continentes, que partiram de nossas comunidades... Se sentiram levados e animados por essa paixão.




“O missionário
deve ter consciência
de que trabalha numa obra

de altíssimo mérito,
mas árdua e penosa.
Ele deve ser como a pedra
escondida debaixo da terra.
Ela talvez nunca venha à luz, 
mas faz parte dos alicerces
de um novo e imenso sacrifício.
O Missionário
deve estar disposto
a ocupar o último lugar.
Isso muitas vezes significa
trabalhar, cansar e suar
sem que ninguém fique 
sabendo o que ele faz,
a não ser Deus.”



Daniel Comboni






quinta-feira, 21 de maio de 2015

Essência da Alma Missionária




O que na vida é essencial?

Que retribuiremos ao Senhor por tudo que Ele nos deu? Essa pergunta é bíblica e podemos considerá-la essencial para não nos perdermos no supérfluo, ou ainda, nos “assessórios”. Não nos perdemos nesse tudo? Pois o próprio Criador viu que tudo “era bom” e nos colocou no meio do “tudo”.

São Basílio Magno escrevendo sobre isso faz outra interrogação: “ Como descrever os dons de Deus aos homens?” Entre tantos, diz ele, há um que por mais esforço jamais o louvaríamos condignamente: “Deus nos criou à Sua Imagem e Semelhança”. O que há, de fato, de mais essencial?

Perder essa essência é viver de tal modo que o homem seja sua própria origem, o centro de si mesmo. Nada para o semelhante, a não ser a busca do outro dos próprios interesses. Onde fica o missionário existente em cada ser humano?

Uma alma missionária começa descobrindo um coração saindo de si para o outro. “Eis-me aqui, Senhor, para fazer a Tua vontade”.

Fazer a vontade de Deus, o que é senão, descobrir-se como própria imagem e semelhança na doação de si mesmo? Descobrir em si e sair “correndo às montanhas” (Maria) e anunciar ao outro: “O Poderoso fez grandes coisas em meu favor”! Ou ainda, descobrir no outro a transformação pessoal:  “Como posso merecer que a Mãe do meu Senhor me venha visitar? A criança estremeceu no meu ventre” (Isabel), “o outro”.

Nesta missão, no Piauí, um senhor cego me perguntou: “Padre, o senhor saberá me dizer qual é a luz mais forte que existe?” Depois de um silêncio ele mesmo respondeu: “é a sabedoria”, porque mesmo com a luz do sol, a minha vida é aqui, é sempre uma escuridão. Mas a sabedoria continua iluminando minha mente e eu preciso muito dessa luz! Não é?”

Então o missionário nasce da necessidade de conhecer sua essência. Penso ser possível sem sair de si mesmo. “Quem não renuncia a tudo que possui  e até própria vida não pode ser meu discípulo”. Para muitos dizem que fazer missão na “própria casa”, até penso ser possível, todavia, precisamos tomar cuidado com os “assessórios” que adornam nossa vida e nosso ministério, seja de quem for, ordenado ou leigo.

Para ser missionário, “dentro ou fora de casa”, um pedido constante é necessário: “Ilumina, Senhor, os OLHOS de minha ALMA” para que minha mente e meu coração não se percam no essencial.
Vamos mostrar a essência de Deus em nós para que descubram no DOM de nós mesmos a essências das criaturas.


Pe. Lalim Urbinatti