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domingo, 14 de junho de 2015

Animação Missionária



É toda a atividade na Igreja que tem por finalidade criar, desenvolver e manter viva no povo de Deus a consciência missionária, de modo particular, sobre a dimensão universal da missão. Na sua essência, “animação” significa exatamente comunicar vida, espírito, alegria, vitalidade, abertura, entusiasmo para colocar a Igreja em estado permanente de missão. Contudo, animar não significa somente realizar muitas iniciativas. Acima de tudo, animar missionariamente significa formar uma mentalidade, criar uma mística, uma espiritualidade missionária onde a vida se torne missão. Trata-se de criar uma mentalidade que se transforma em hábitos permanente nas pessoas, instituições e comunidades. O ardor missionário, fruto dessa mística e espiritualidade se faz opção de vida que é manifestada no amor de Deus anunciado e vivido nas periferias existenciais e geográficas até os confins do mundo. Um cristão ou comunidade cristã animada missionariamente assume a missão universal com responsabilidade e nutre o desejo permanente de partilhar sua fé.
Podemos dizer que mística e animação missionária são inseparáveis. O desânimo, a indiferença, o fechamento e a falta de entusiasmo pela missão é resultado duma crise de mística, de espiritualidade missionária. Jesus, que viveu em comunhão íntima com o Pai, foi, por excelência, o missionário da vontade do Pai. Ele era o enviado do Pai para anunciar a Boa Nova (Mc 1, 38-39). “O Espírito do Senhor está sobre mim... para anunciar a Boa Notícia aos pobres, enviou-me para proclamar o ano de graça... a libertação aos presos...” (Lc 4, 18-21).
Para o apóstolo Paulo, a mítica era profunda comunhão com a pessoa e a prática de Jesus: “Para mim, o viver é Cristo” (Fl 1,21). A exemplo do apóstolo dos gentios, a animação missionária deve suscitar o ardor, a paixão, a vibração, o entusiasmo, a alegria e a coragem que o levava a exclamar: “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!” (1 Cor 9,16). Em suma, animar é convocar para um novo reencantamento missionário, uma nova primavera da missão. Quem realmente encontrou Cristo, vive na alegria e comunica a esperança que renova e dá sentido à vida.
É importante lembrar que a Animação Missionária não é tarefa somente de alguns especialistas, mas é elemento primordial da ação ordinária das Igrejas locais para que efetivamente sejam missionárias (cf. RM, 83). Conforme nos lembra o papa Francisco, “a missionariedade não é somente uma dimensão programática na vida cristã, mas também uma dimensão paradigmática que diz respeito a todos os aspectos da vida cristã” (Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2013). “A missão programática, como o próprio nome indica, consiste na realização de atos de índole missionária. A missão paradigmática, por sua vez, implica colocar em chave missionária a atividade habitual das Igrejas particulares” (Aos dirigentes do CELAM, dia 28 julho, JMJ Rio 2013). Essa tarefa requer a participação de todos, em especial das lideranças.



As tarefas da Animação Missionária
Cinco são as tarefas da Animação Missionária: a informação, a formação, a animação, a cooperação e a articulação.
FORMAR: Todos os missionários sejam preparados e formados, cada qual segundo a sua condição, de maneira a estarem à altura das exigências do trabalho futuro.  (AG.26). A formação Missionária deve ocupar um lugar central na vida cristã e a tarefa missionária não deve tornar-se uma realidade diluída na missão global do povo de Deus (DGAE 94).
- Organizar e promover: Escolas Missionárias, cursos, Retiros e encontros de capacitação missionária.
INFORMAR:- Fazer conhecer as programações e as atividades da animação e ação missionária através dos meios de comunicação como: jornais, revistas, cartazes, painéis,
Vídeos, rádios, Imprensa, Revistas Missionárias, Serviço de informação Missionária (SIM-POM), Jornal parceiros da Missão, site, Blogs, Redes Sociais e partilha das atividades realizadas.
- Promover a correspondência e os encontros com os
Missionários/as que atuam dentro e fora do País.
COOPERAR: “A cooperação é o primeiro fruto da animação missionária, entendida como um espírito e uma vitalidade que impele os fiéis, a uma responsabilidade universal”.  (CM.2). Assim, tanto a Comissão como os Conselhos Regionais e Diocesano devem:-buscar desenvolver projetos de Cooperação Intereclesial aqui e além fronteiras.
- Sustentar a evangelização e quem nela trabalha com
Orações, sacrifícios, ajudas...
- Promover  projeto de Igrejas irmãs.
- Incentivar vocações missionárias.
ARTICULAR:
- celebrações, Campanha Missionária do Mês Missionário, Coletas Missionárias e outras         atividades que favoreça a animação e ação missionária nas comunidades.
 Os objetivos principais da animação missionária são: apresentar a realidade da missão em suas dimensões em especial a missão ad gentes, conscientizar o povo de Deus da sua responsabilidade missionária, informar e refletir sobre as grandes questões da humanidade nos vários povos e culturas, propor a vocação missionária em todas as suas formas, promover um estilo de vida profético e evangélico, promover a cooperação espiritual, pessoal e material em favor das missões, rezar pelos missionários e missionárias e suas obras, divulgar a comunicação missionária.

Momentos fortes de Animação Missionária
Em primeiro lugar, a Animação Missionária deve permear todo o Plano Pastoral de uma Igreja particular em estado permanente de missão. Ela não se reduz a iniciativas ocasionais e dispersas, porém existem alguns momentos que são mais oportunos para a conscientização, entre os quais temos a vivência do Mês das Missões com a Campanha Missionária, os congressos missionários, as assembleias e Encontros dos conselhos, grupos e organismos missionários, projetos missionários da Igreja, ordenações, celebrações de consagração religiosa.

Os sujeitos da Animação Missionária: a dimensão missionária da Igreja local; a Comissão Episcopal para Ação Missionária e os organismos da CNBB (CCM, CIMI);as POM; a CRB e os institutos missionários.

Para que, ação Missionária, atinja os seus fins e os resultados, devem todos os missionários ter um «só coração e uma só alma» (At. 4,32). (cf.AG.30). Devem ser orientados e unidos de modo que tudo se faça com ordem (1 Cor. 14,40) em todas as atividades e esferas da cooperação missionária. (cf.AG.28);

CONGREGAÇÃO PARA A EVANGELIZAÇÃO DOS POVOS
Para todas as missões e para toda a atividade missionária, orientará e coordenará, em todo o mundo, tanto a atividade como a cooperação missionária.Esta deve promover, a vocação e a espiritualidade missionária, o zelo e a oração pelas missões, Suscite e distribua os missionários, Organize plano de ação; as normas diretivas, os princípios para a evangelização.
CONFERENCIAS EPISCOPAIS
  Para que as atividades missionária possa exercer mais eficazmente, convém que as Conferências episcopais tomem a direção de todos os assuntos que dizem respeito a uma ordenada cooperação da própria região. (AG 38). E em virtude da comum responsabilidade missionária, em todas as Conferencias Episcopais deve constituir uma Comissão Episcopal para as missões.
TAREFA:
Incrementar a evangelização, a animação e a cooperação missionária. (CM 10).
Estimular as iniciativas missionárias, crescimento da consciência missionária nas Igrejas particulares e compromisso na missão Ad.gentes.
Promover as Pontifícias Obras Missionárias (POM) em todas as Dioceses, procurar fazer com a coleta missionária seja colocada integralmente entregue as POM.
Zelar pra que se interagem de maneira harmônica todas as iniciativas de cooperação missionária.
Suscitar e ordenar a colaboração dos Institutos Missionários. (CM.11).
COMISSÃO EPISCOPAL PARA A AMAZONIA
  A Comissão Episcopal para a Amazônia (CEA) é a expressão do compromisso dos bispos do Brasil, selado no pacto de apoio solidário e fraterno à Igreja da Amazônia, durante a 41ª Assembleia Geral, em maio de 2003. O que a distingue das demais Comissões Episcopais é sua característica territorial.
      Por isso, sua organização é pautada, desde o início, por iniciativas que levem ao melhor       conhecimento da       Amazônia e alargamento da ação da Igreja nela. Sua ênfase tem sido     posta nas funções propriamente eclesiais ou religiosas, em paralelo ou conexão com o          trabalho das demais Comissões.
      Os programas e projetos da Comissão visam concretizar os seguintes objetivos:
      -Sensibilizar os brasileiros frente à complexa realidade da Amazônia;

      -Favorecer o despertar e o aprofundamento da consciência missionária, atendendo ao apelo        da Igreja que se   encontra na Amazônia: “Dai-nos de vossa pobreza”, com projetos de        solidariedade e programas afins, através      da participação corresponsável e fraterna de            todas as dioceses.
COMISSÃO PARA A MISSAO CONTINENTAL: MISSÃO CONTINENTAL
A Missão Continental é a expressão da Nova Evangelização no continente latino-americano. O Papa João Paulo II recordava que “...os confins entre o cuidado pastoral dos fiéis, a nova evangelização e a atividade missionária específica não são facilmente identificáveis, e não se deve pensar em criar entre esses âmbitos barreiras ou compartimentos estanques.” (Rmi 34) Assim, como dimensão da missão universal da Igreja, no contexto da Igreja da América Latina, a Missão Continental busca colocar em prática a proposta de renovação eclesial da Conferência de Aparecida, a conversão pastoral: passar de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. “Este despertar missionário, em forma de uma Missão Continental, cujas linhas fundamentais foram examinadas por nossa Conferência, [...] esperamos sejam portadoras de riqueza de ensinamentos, orientações e prioridades”
(DAp 551).
Assim, mais do que um projeto missionário propriamente dito, trata-se de uma opção missionária que pretende renovar a comunidade eclesial, para que todos os batizados, convertidos em discípulos missionários, sejam capazes de dar testemunho da Boa Notícia em nosso mundo de hoje. Um dos compromissos centrais de Aparecida foi justamente despertar a consciência dos cristãos para a missionariedade de seu batismo e de todas as atividades realizadas na Igreja. Assim, a conversão de cada batizado está na origem dinâmica da conversão de todas as estruturas de Igreja. Como expressão da Nova Evangelização, apoiada na organização missionária da Igreja no Brasil, as tividades da Missão Continental visam contribuir nessa dinâmica para o verdadeiro processo de “conversão pastoral”: ajudar que toda atividade eclesial se realize em “chave missionária”.
 Dessa forma, a Missão Continental busca que todas as estruturas eclesiais, os planos pastorais de dioceses, paróquias e comunidades religiosas, movimentos e qualquer instituição na Igreja, todos os serviços prestados no meio eclesial tenham um perfil missionário. Assim, nas palavras do Papa Francisco, a Conferência de Aparecida se prolonga na Missão Continental, se realizando sob duas dimensões: programática, num itinerário de eventos visando à formação no sentido da missão permanente; paradigmática, tendo como dinamismo, “colocar em chave missionária a atividade habitual das Igrejas particulares”. (Discurso aos Bispos do CELAM, JMJ, 2013) Atenta a esse apelo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, por meio de suas comissões, juntamente com as Pontifícias Obras Missionárias, e demais organizações missionárias da Igreja, se vê chamada a criar e manter as estruturas e condições necessárias para a animação e acompanhamento da realização da Missão Continental no âmbito das Igrejas Locais. Como diz o documento de Aparecida, nenhuma comunidade deve isentar-se de entrar decididamente, com todas as forças, nos processos constantes de renovação e de abandonar as ultrapassadas estruturas que já não favorecem a transmissão da fé (DAp 365).

AS IGREJAS LOCAIS – DIOCESES
Cada Igreja particular, porção da Igreja Católica sob a guia do seu Bispo, está, também ela, chamada à conversão missionária. (cf.EG.30) O amadurecimento no seguimento de Cristo e a paixão por anunciá-lo requerem que a Igreja local se renove constantemente em sua vida e ardor missionário. Experiência do encontro com Jesus Cristo vivo, amadurece sua vocação cristã, descobre a riqueza e a graça de ser missionário e anuncia a palavra com alegria. Em todas suas comunidades e estruturas, é chamada a ser uma “comunidade missionária” Cada Diocese necessita fortalecer sua consciência missionária, saindo ao encontro daquele que ainda não creem em cristo no espaço de seu próprio território e responder adequadamente aos grandes problemas da sociedade na qual está inserida. Presidida pelo Bispo, é o primeiro espaço da comunhão e da missão. Ele deve estimular e conduzir os serviços e organizações para que se orientem em um mesmo projeto missionário para comunicar vida no próprio território. (DAp. 168-169). Sua tarefa Missionária segue as mesmas da Conferência Episcopal.
   AS PARÓQUAIS
 A partir da paróquia é necessário anunciar o que Jesus Cristo “fez e ensinou” (At 1,1) enquanto esteve entre nós. A renovação missionária das paróquias se impõe, tanto na evangelização das grandes cidades como do mundo rural de nosso Continente, que está exigindo de nós imaginação e criatividade para chegar às multidões que desejam o Evangelho de Jesus Cristo. (Cf.DAp.172-173)
    ORGANISMOS
Pontifícias Obras Missionárias: (POM). Por serem Pontifícias estão ligas diretamente ao Papa. Nasceram de iniciativas carismáticas e foram lançadas por leigos ou sacerdotes com a finalidade de apoiar a atividades dos Missionários e seu objetivo é promover o Espírito Missionário universal no seio do povo de Deus. Promover a Campanha Missionária do Mês de Outubro, com também fazer a justa distribuição das coletas das missões.  Dependem da Congregação para a Evangelização dos povos e das Conferencias Episcopais nos diversos territórios. (CM 6-7)s - O que é?Somos uma Instituição da Igreja católica que compreende quatro Pontifícias Obras:
Ø  Propagação da Fé (que inclui Juventude Missionária, famílias Missionários e enfermos missionários) (1822)
Ø  Infância e Adolescência Missionária (1843)
Ø  São Pedro Apóstolo (1889)
Ø  União Missionária (1916)
 Como Instituição da Igreja e do Papa – por isso são Pontifícias – e de cada Igreja particular, têm em comum a finalidade primeira e principal de despertar e promover o espírito missionário universal     de todos os membros do Povo de Deus. Informam sobre a vida e as necessidades da Missão        universal e estimulam as Igrejas a rezarem umas pelas outras e         ajudarem-se reciprocamente com o            envio de pessoas e de meios materiais, suscitando,         assim, o espírito de solidariedade em vista da evangelização do mundo.
 “Na obra de animação missionária, o dever primeiro compete às Pontifícias Obras Missionárias,        como várias vezes afirmei nas Mensagens para o Dia Mundial das Missões... Sendo do Papa e do     Colégio Episcopal, estas Obras ocupam, também no âmbito das Igrejas particulares, justamente o       primeiro lugar, já que são meios aptos para infundir nos      católicos, desde a infância, um espírito             verdadeiramente universal e missionário e para    favorecer uma adequada coleta de fundos em             favor de todas as missões, segundo a           necessidade de cada uma (AG 38). Elas geram, no mundo            católico, aquele espírito de   universalidade e de serviço à missão, sem o qual não existirá verdadeira      cooperação" (RMi      84”).
 São obras evangelizadoras e têm por finalidade não só ajudar e colaborar com as Igrejas de Missão, mas são imprescindíveis para a educação e amadurecimento da fé dos fiéis e das comunidades     eclesiais, em todos os níveis. "Se não existissem, dever-se-ia inventá-las" (Paulo VI).
 Objetivos
Ø  Infundir nos católicos, desde a infância, o sentido verdadeiramente universal e missionário, despertando a responsabilidade para o compromisso na evangelização em todo o mundo.
Ø  Cooperar com a oração, sacrifícios e testemunho de vida cristã em favor das missões. Estimular a coleta eficaz para ajudar todas as missões, segundo a necessidade de cada uma, recuperando o espírito de solidariedade e partilha fraternas das primeiras comunidades cristãs.
Ø  Suscitar vocações ad gentes e por toda a vida, tanto nas Igrejas de antiga fundação como nas jovens. O testemunho firme da fé manifesta-se no compromisso, na promoção e apoio das vocações missionárias.
Ø  Organizar missionariamente as comunidades eclesiais em todos os níveis.

   CENTRO CULTURAL MISSIONÁRIO: (CCM.
É um organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e tem por finalidade:
-Oferecer um percurso de iniciação à missão no Brasil para missionárias e missionário
que chegam do exterior;
      -Promover cursos de formação missionária para brasileiras e brasileiros enviados a outra      região ou país como missionários além-fronteiras;
      -Realizar eventos de estudo e aprofundamento sobre teologia, espiritualidade e prática de      missão para diversos segmentos eclesiais;
      -Fomentar o surgimento e a capacitação específica de animadores missionários na Igreja       no Brasil.
     OS INSTITUTOS DE VIDA MISSIONÁRIA
O Espírito Santo, para utilidade comum reparte os carismas como quer, inspira no coração de cada um a vocação missionária e ao mesmo tempo suscita na Igreja Institutos, que assumem, como tarefa própria, o dever de evangelizar. A obra missionária, não pode ser realizada pelos indivíduos isolados, a vocação comum reuniu-os em Institutos, pelo esforço comum, se formassem convenientemente e executassem essa tarefa em nome da Igreja e segundo a vontade da autoridade hierárquica. (AG.27)
      OS MISSIONARIOS LEIGOS
Enviados nas terras de missão, os leigos, quer estrangeiros quer nativos, exerçam o ensino nas escolas, administrem as coisas temporais, colaborem na atividade paroquial e diocesana, iniciem e promovam as várias formas de apostolado dos leigos, para que os fiéis das igrejas jovens possam assumir quanto antes a sua parte na vida da Igreja. (AG.41)
      CONSELHO MISSIONÁRIO INDIGINISTA (CIMI)
Criado em 1972, é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, na igreja católica junto aos povos indígenas. Tem como princípio de ação:
            -o respeito a alteridade indígena em sua pluralidade étnico-cultural e histórica e a       valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas;
            -o protagonismo dos povos indígenas sendo o CIMI é um aliado nas lutas pela                garantia dos direitos históricos;
-a opção e o compromisso com a causa indígena dentro de          uma perspectiva mais ampla de uma sociedade democrática, justa, solidária, pluriétnica e pluricultural.
      A PASTORAL BRASILEIRA NO EXTERIOR:(PBE)
 A Pastoral dos Brasileiros no Exterior (PBE) está associada à Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da CNBB. Foi criada em 1995, atendendo aos pedidos tanto de Bispos, como de emigrantes brasileiros. Tem como Objetivo incentivar a ação pastoral junto aos brasileiros no exterior, colaborando com as Igrejas onde vivem os migrantes, favorecendo uma vivência inculturada do Evangelho e preservando as tradições religiosas e culturais da Pátria de origem. Especificamente: Sensibilizar as Dioceses de saída e de acolhida sobre o desafio das migrações. Procurar e preparar missionários para atender as comunidades brasileiras. Definir, com as Dioceses de destino, os locais onde os missionários irão trabalhar.
 Passos necessários para ser enviado em nome da PBE.
            ·Ser apresentado pelo Bispo do missionário, ao Bispo referencial da PBE:
            ·Participar do curso “ad Gentes”, em Brasília, no Centro Cultural Missionário (CCM) (mês de agosto),
            ·Passar por um processo de discernimento da nova opção missionária. Não ter pressa. Não      se trata             só de uma “experiência missionária”, ou de um motivo para aprender uma       língua, mas de um     desejo verdadeiro de servir os migrantes, por no mínimo três anos.        Não cumprir o prazo prejudica a      ida de outros missionários.
            ·Aguardar a carta de chamada (convite), antes de se desligar da sua diocese.
            ·Enviar para o Bispo que solicita a ajuda a documentação necessária.
            ·Saber um pouco de inglês (Japão, USA...). Os Bispos querem que o missionário esteja bem      integrado à comunidade local.
            ·Tempo de permanência na missão: Japão, mínimo 6 anos; outros países, 3 anos.
            ·A idade também tem a sua importância. Há Bispos que não aceitam sacerdotes com mais      de 40             (Japão) ou 50 anos. O fator idade pesa na aprendizagem da língua.
            ·Para as despesas da viagem intercontinental, as dioceses de partida e/ou chegada podem      ajudar.

A articulação da Animação Missionária: marco organizacional; COMINA, COMIRE, COMIDI, COMIPA;  GAM;  COMISEs; planos de Animação Missionária, acompanhamento de projetos de Ação Missionária.

    OS CONSELHOS MISSIONÁRIOS
 Para alcançar maior unidade e eficácia operação na animação missionária a Conferência Episcopal constituí. (CM.10). 

COMINA:
O Conselho Missionário Nacional (COMINA) criado no dia 01/11/1972 é uma instituição e constituída pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem como presidência o Bispo Presidente da Comissão Episcopal para Ação Missionária e Secretaria executiva a Assessora (o) da Comissão Episcopal. Sua tarefa é articular os organismos e instituições missionárias da Igreja no Brasil e, assim, alcançar maior unidade e eficácia operativa na animação e cooperação missionária. De forma análoga constituem-se Conselhos Missionários nos Regionais (COMIREs), Conselhos Diocesanos (COMIDIs) e Conselhos Paroquiais (COMIPAs). (cf. CM 12):São Membros:
-o Bispo Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, que também é -Presidente do COMINA e o assessora (o)  da Comissão que é também a Secretaria Executiva.
-os Bispos membros da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial;
os Bispos referenciais da Dimensão Missionária dos Regionais; o Bispo Presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI);
-o Bispo referencial do Pastoral dos Brasileiros no Exterior (PBE);
-o Diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) e os Secretários Nacionais das Pontifícias Obras Missionárias;
-o Secretário Executivo do Centro Cultural Missionário(CCM);-os Assessores nacionais da Comissão Episcopal para a Amazônia e para a Missão Continental;
-o Presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil(CRB);
-o Presidente da Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS);
-o Presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI);
-quatro (4) representantes (2 femininos e 2 masculinos) de Instituto Missionários ad gentes que tenham atuação no Brasil e no Exterior, indicados pela Conferência dos Religiosos do Brasil;
-o Presidente da Comissão Nacional dos Presbíteros (CNP);
-o Presidente da Comissão Nacional dos Diáconos (CND);
-o Presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB);
-o coordenador  de cada COMIRE.
 COMIRE
28.  Conselho Missionário Regional; Atua em consonância com as finalidades e organização do Conselho Missionário Nacional (COMINA). Tem como objetivo: articular e realizar as tarefas de animação, formação, informação, organização e cooperação missionária em todos os níveis da Igreja no Regional da CNBB.
COMIDI: Conselho Missionário Diocesano.
29.  É composto por representantes dos COMIPAS e dos grupos que atuam na dimensão missionária. As Igrejas locais hão de incluir a animação missionária como elemento primordial de sua pastoral”(RMi 83.)
            Finalidade:
            - articular as atividades missionárias em nível diocesanos;
            - implantar e acompanhar os COMIPAS;
             - organizar e assessorar, junto ao COMIRE, as Escolas      Missionárias, os encontros de           formação e de espiritualidade      missionária;
            - atuar em comunhão com as forças missionárias da Diocese,
            -o Conselho Missionário Indigenista, CIMI;    
            -as 04 Obras das Pontifícias Obras Missionárias;
            -as Santas Missões Populares; 
            -os Institutos Religiosos Missionários,
            -Pastoral Vocacional;                                    
            -Pastoral da Comunicação (Pascom)
          COMIPA: Conselho Missionário Paroquial:
30.  É uma equipe que assume a Animação Missionária na Paróquia, envolvendo pastorais, grupos, movimentos... para que todos vivam o espírito missionário e se abram ao mundo, às suas realidades e desafios.
   GAM Grupo de Animação Missinária
31.  É um grupo de pessoas que se encontram pelos menos uma vez por mês com o objetivo de: Rezar, refletir e articular a dimensão missionária, crescendo assim a consciência missionária.
     COMISES: Conselho Missionário de Seminaristas:
32.  O Conselho Missionário do Seminário (COMISE) é um organismo das casas de  formação sacerdotal (seminários) da Igreja Católica no Brasil. o objetivo É garantir uma sólida formação missionária nos candidatos ao sacerdócio de modo que “não exista um só clérigo em que não arda este sagrado fogo de caridade pelo apostolado missionário.(Pio XI, Rerum Ecclesiae, 9)  Informar às casas de formação sobre a situação da missão,;
-Acompanhar os missionários filhos das (arqui)dioceses que estão trabalhando em outro lugar;
-Conscientizar seminaristas e reitores (formadores) da urgência da missão por meio de ações missionárias, pregações, encontros e retiros com temas missionários;
-Convidar missionários que passam nas (arqui)dioceses, pedir que estes freqüentem o seminário e partilhem de suas experiências;
-Estimular a colaboração pessoal (escolha missionária ‘além-fronteiras’ por parte de seminaristas e de jovens com os quais os seminaristas trabalham nas pastorais);
-Promover a cooperação solidária.



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Paróquia Missionária - parte 2



Possibilidade de a paróquia ser missionária hoje?

Medellin, Puebla, Aparecida e o documento 104 da CNBB falam que a saída é a paróquia se tornar comunidade de comunidades.

Eu acredito nisso, sem dúvida. Mas, me pergunto que tipos de comunidades precisamos ter para que a paróquia seja diferente. Já experimentamos as comunidades Capelas, que são uma sucursal da paróquia. Podemos criar muitos outros tipos de comunidades, mas elas podem se ser sugadas pelo sistema paroquial, se adequar a esse sistema e não resolver absolutamente nada. Serão grupinhos num sistema falido. É remendo novo em calça velha.

Eu opto pelas CEBs...
Origem das CEBs: nasceram na América Latina no final da década de 1950 (cf. BOFF, 1978, p.57), tiveram grande incentivo pelas reflexões do Vaticano II e foram ratificadas pela Teologia da Libertação e vários documentos eclesiais latino-americanos. A Conferência de Medellin definiu as CEBs como rosto de uma Igreja pobre, núcleo de estruturação eclesial e fator primordial da promoção e desenvolvimento humano (cf. Med 15,10). Aparecida, consonante com Medellin, reassumiu as CEBS na perspectiva da revitalização da paróquia, mas pediu respeito à Tradição e ao Magistério da Igreja (cf. DAp 179).

Por que “comunidades eclesiais de base”? 
Porque tem base eclesial tipicamente popular e conseguem fazer a interação e se integrar com a sociedade por laços afetivos, emocionais, históricos, culturais e religiosos. Eclesialidade é por buscar a salvação. Por serem pequenas, facilitam as relações humanas diretas, de auxílio mútuo, de igualdade entre os cristãos e não necessitam de estruturas burocráticas rígidas. Vivem do carisma próprio de cada um posto a serviço da comunidade. Buscam pensar e celebrar a fé e a missão em comum e a partir do contexto sociocultural. Pela situação geográfica e por serem pequenas, têm em conta as várias problemáticas pessoais, familiares ou profissionais de seus membros. Em termos de fé e pela proximidade com a realidade, partem sempre do real para o ideal.

CEBS e “poder simbólico”. Esse poder também existe nas CEBs, mas ele não é exercido por uma única pessoa, sim pela relação estreita dos carismas existentes. Essa relação constitui uma mentalidade popular e edifica uma estrutura tipicamente laical popular, com poder descentralizado, distribuído e revezado entre seus membros. O “poder simbólico” gerido pela mentalidade laical promove a interlocução na missão e nas decisões, motiva o carisma pessoal como serviço comunitário e personaliza a Igreja colegial. As regras são construídas pela situação, contexto e problemas da própria localidade geográfica. Os valores morais advêm do contexto e da experiência de fé dos seus integrantes. Vive-se a fé a partir da ação comunitária real no presente em vista do futuro.

A experiência religiosa das CEBs se desenvolve pela mentalidade comunitária e, principalmente, em torno da Palavra de Deus. Esta dirige e influencia a vida de todos. Muitas CEBs praticam a devoção, principalmente pela reza do terço. Elas se articulam de modo eclesial e orgânico com a religiosidade popular e com os movimentos sociais e de direitos humanos. O cristão das CEBs se reúne para refletir a Palavra e a vida à luz da fé, reza, quer justiça, compromisso e é devoto (cf. FERNANDES, 2012, p.199).
O problema: A compatibilidade entre CEBs e Paróquia
Tensão entre dom hierárquico (instituição-paróquia) e dom carismático (popular-CEBs). A Tensão entre carisma e instituição não é novo na Igreja e remonta a época da patrística quando a heresia do montanhismo deu ênfase à dimensão carismática e fomentou uma religiosidade estática, sectária e antihierárquica. Desde então surgiu a suspeita anticarismática que durou até o Vaticano II ou até hoje (CODINA, p. 70).

O Vaticano II confirma essa força ao dar relevo a presença do Espírito Santo na Igreja pelos dons hierárquicos e carismáticos (cf. LG 4). Juntos, os dons hierárquicos e carismáticos são úteis e necessários para a missão, que não são dados para o bem de uma só pessoa, sim para o serviço à Igreja (cf. LG 12). Os “carismas”, são a força dialética de transformação e de desestruturação do que está fixo e injusto (cf. DUSSEL, 1977, p.46).

Os dons hierárquicos, proveem a Igreja de organização estrutural, hierárquica, ritual e de visibilidade ao mundo. Mas, quando a hierarquia ou as controvérsias dogmáticas são priorizadas, a participação popular é insignificante e esse dom enfraquece. A instituição pode também destruir a comunitariedade para substitui-la por regras formais e coletivização de vida.
Os dons carismáticos ajudam a Igreja a valorizar os carismas existentes em cada situação e contexto. A missão tem atuação mais social, popular, evangelizadora e plural, como é o caso das CEBs. Mas, se a Igreja ficar refém só desses dons, haverá a radicalização ou da dimensão religiosa ou da dimensão social, produzindo um vazio teológico e conduta subjetivista ou de ativismo, impedindo a visibilidade dos carismas.

A compatibilidade desses dois dons estabelece a convivência da diversidade, aprimora o desenvolvimento da missão e ajuda a Igreja a dar atenção às suas próprias
estruturas, diminuindo o risco delas mesmas (as estruturas eclesiais) se tornarem sistemas de dominação, fechados e distantes do mundo.
A compatibilidade entre esses dois dons depende de uma mentalidade que tenha abertura ao novo, que conceda ao sistema paroquial acolher melhor os dons carismáticos e às CEBs a não temer a estrutura institucional. Só há novas estruturas se houver esperança e vontade de transformá-las. O fechamento ao novo conjuga falta de vontade com a falta de esperança: “a esperança é abertura para a mudança e a novidade” (COMBLIN, 2005, p. 49).

Concluindo:
Os bispos do Brasil observam que a paróquia está estruturalmente inchada, pouco missionária e inibida diante dos vínculos humanos e sociais. A conclusão atual mais comum para resolver esse marasmo paroquial é setorizá-la para melhorar o atendimento e aumentar as lideranças e ministérios (cf. CNBB, 2013, n.154). A meta da setorização é descentralizar a paróquia e torná-la uma comunidade de comunidades.
Mas, contemplar apenas a setorização sem comunidades teremos estruturas sem vitalidade, sem relação e improdutivos.

Também, não basta apenas criar comunidades a partir de setores se estas não tem uma dinâmica própria que lhes dê visibilidade no território paroquial.

A nosso ver, as CEBs são uma experiência consolidada no Brasil, tem uma caminhada própria que as possibilitou construir uma diretiva regional e nacional. Elas estão bem preparadas para conviverem com a institucionalidade da paróquia sem serem absorvidas por esta. Não queremos dizer que todas as paróquias deveriam ter as CEBs como elementos de setorização. Impor uma padronização não é saudável. Mas, é importante pensar que muitas dioceses e paróquias que já tem a experiência das CEBs e não terão problemas em setorizar pelas CEBs.

Ao mesmo tempo, as CEBs não podem ser sufocadas por ações típicas da paróquia como: formas administrativas clericais, burocráticas e sacramentais. Se assim for, elas perdem o carisma, e não ajudarão a paróquia. É preciso respeitar os espaços.

O projeto:
Primeiro: começar em apenas uma comunidade. Fazer o processo em todas as comunidades da paróquia ano mesmo tempo é querer enquadrar todos num mesmo ritmo, isso é desumano. A comunidade que iniciará o processo irá passar pela formação, setorização, oração e reflexão da Palavra de Deus em famílias. Descobrirá a necessidade em mudar a mentalidade, em respeitar seu próprio ritmo e em suscitar mais CEBs a partir dela mesma, pela riqueza da experiência comunitária em que passa. As etapas desse primeiro processo poderão levar um ano ou mais. Depende do ritmo da comunidade.

Segundo: ajudar outra comunidade. Após a vivência do seu próprio processo, a comunidade que fez o processo irá ajudar outra comunidade a fazê-lo. A segunda
comunidade terá suas próprias características na vivência dessa experiência e isso precisa ser levado em contra.

Terceiro: continuar a viver sua experiência. A experiência da primeira comunidade não se conclui após a vivência de um ano ou mais. Ela continuará a viver sua experiência, mesmo ajudando as outras. A permanência missionária se efetivará na ajuda mútua de uma comunidade para com a outra e na continuidade do processo de cada uma.

Tudo precisa ser feito em reflexão e elaboração conjunta, a partir de todas as forças paroquias: pastorais, movimentos, lideranças e quem quiser participar. A não participação de todos põe em risco a setorização. Como a vivencia comunitária é formativa, a formação comunitária e missionária será contínua. Para a primeira formação, os temas podem falar dos fundamentos da fé cristã, como por exemplo: Comunidade, discipulado de Jesus, Santíssima Trindade, missão, encontro com Jesus, conversão, carismas e ministérios do Espírito Santo, visitação às famílias, etc. É importante que cada comunidade faça o seu processo, nunca prescindindo da outra. O importante é respeitar o ritmo de cada comunidade e os objetivos de setorizar, suscitar CEBs e viver a comunitariedade pela fé. Vale a pena lembrar que o Reino de Deus não pode ser construído de modo prematuro e arbitrariamente, mas no respeito ao outro e no processo.

Pe. Gelson Luiz Mikuszka

domingo, 31 de maio de 2015

Paróquia Missionária - parte 1



Objetivo:
Tornar a paróquia mais missionária, a partir de cada comunidade, suscitando e formando discípulos missionários numa dinâmica multiplicadora entre setores e CEBs.

Metodologia:
De que forma? Oração, Palavra de Deus, setorização e ação missionária de cada comunidade para “Que todos sejam um – (Jo 17,21)”. 

Desenvolvimento:
 O primeiro passo é explicar às lideranças da paróquia (CPP, CPC, CAEP) sobre o desenvolvimento do projeto. O segundo passo é suscitar um grupo de pessoas, a nível paroquial, para formação prevista. Esse grupo será o responsável em ajudar a comunidade escolhida a viver o processo missionário. O processo, numa única comunidade, pode demorar um ano ou mais. Depois que essa comunidade passar por todo o processo, irá ajudar outra (s) comunidade (s) a vivê-lo. Nisso se dá a dinâmica multiplicadora. O tempo que se levará para que todas as comunidades passem pela experiência na paróquia não pode ser acelerado. É preciso que a experiência seja bem vivida e experimentada. Lembrando que este projeto não é uma pastoral ou movimento a mais na paróquia, sim uma união de todas as pastorais e movimentos.

O objetivo é colocar todas as pastorais, movimentos e forças da comunidade em estado de missão permanente e suscitar discípulos missionários que atuem na sua comunidade e, depois, em outras. A metodologia prevê a discussão e elaboração paroquial conjunta do processo, formação e reflexão com CPP,CPC, CAEP e quem quiser participar. Não é saudável que o pároco, religiosos ou alguns poucos escolhidos pelo pároco sejam mentores do processo. Depois, formação para o grupo que vai ser o responsável pelo projeto a nível paroquial. 

Tal etapa nós chamamos de “Primeiro Anúncio”. Este Anúncio pode ter até três momentos, dependendo da assimilação do conteúdo pela comunidade. Todos são convidados a participar da elaboração do projeto missionário, refletindo e opinando sobre temas, agenda e caminhos a serem feitos. É momento em que se busca formar setores e CEBs (pequenas comunidades) na comunidade. O processo poderás ser diferente em cada comunidade. O importante é respeitar o objetivo, que é a suscitação de setores e pequenas comunidades para se viver a fé. O processo é mutável, não sagrado. 

O “Segundo Anúncio” é a vivência da Palavra de Deus e a continuação da formação do discipulado em CEBs (pequenas comunidades) missionários. 

O “Terceiro Anúncio” é a celebração da caminhada numa unidade de setores e CEBs. 

O “Quarto Anúncio” é a perseverança da caminhada dos setores e CEBs e, possivelmente, a efetivação destes como comunidade. A previsão é que há mais segurança para ajudar outra comunidade a viver o mesmo processo. Aqui se configura a missionariedade permanente paroquial pela ação missionária constante: fora e dentro da comunidade.